Lupicínio Rodrigues compôs sambas alegres, marchinhas de carnaval, xotes, samba-canções e até o hino do Grêmio, mas seu nome costuma ser imediatamente associado ao romântico e melancólico gênero musical que ele teria inaugurado, popularmente conhecido como "dor de cotovelo". Termo criado em referência à proverbial prática boêmia de se embriagar durante longas conversas a respeito de desilusões amorosas com os cotovelos displicentemente apoiados no balcão ou na mesa de algum bar. É sobre seus clássicos do gênero que versa Lupicínio e a dor de cotovelo, escrito pela pesquisadora de cultura brasileira e professora de filosofia Rosa Maria Dias. Livro batizado com o mesmo título do disco lançado por ele em 1973, que consiste em um dos principais objetos de análise da obra por conter algumas de suas mais significativas músicas, como "Loucura", "Castigo", "Meu barraco", "Judiaria", "Caixa de ódio", "Dona de bar", dentre outras.
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